Inscrições de trabalhos prorrogadas até o dia 15 de maio

As inscrições para apresentação de trabalhos no Seminário “Anarquismo: Pensamento e Práticas Insurgentes” foram prorrogadas até 15 de maio.

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Segundo relatório de pesquisa sobre protestos de junho

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Apresentamos aqui dados parciais de uma pesquisa intitulada “Luta de Classes e Insurgências no Brasil”, realizada pelo NEP-UFFRJ, sobre os protestos de junho de 2013 no Brasil e seus desdobramentos, especialmente as greves e manifestações de rua de 2014. Nesse relatório apresentamos dados sobre comportamento eleitoral, político e sociocultural dos manifestantes. Os dados aqui apresentados no geral revelam um aspecto muito importante: não existe uma associação direta entre comportamento “eleitoral” e comportamento político nos protestos. Como veremos, existe uma tendência relativamente significativa e simultânea de voto no PT, apoio à tática Black Bloc e identificação com grupos de extrema esquerda. Ao mesmo tempo não existe uma relação associativa (seja em partidos, seja em sindicatos) para além do voto, o que coloca uma grande complexidade para as questões de comportamento político. Do ponto de vista cultural, podemos perceber que existe uma tendência para uma combinação de elementos e símbolos de uma “cultura nacional” (como a relação com o samba) e a participação em movimentos contraculturais ou de cultura popular. Esse aspecto é extremamente destacado, especialmente em razão do destaque que poderíamos dar às subculturas que reinterpretam e tencionam a cultura nacional hegemônica e dominante. O relatório ajuda a desconstruir  mitos e estereótipos sobre os movimentos sociais, black bloc e etc.

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De baixo para cima e da periferia para o centro: vendas pelo site

capa_dbpcNo Brasil e no mundo conhece-se relativamente pouco sobre o anarquismo no século XIX e a obra teórica de Mikhail Bakunin, particularmente. Esse desconhecimento é resultado de diversos fatores, especialmente de três que iremos destacar aqui. O primeiro deles é a evolução contraditória da ação das classes trabalhadores em diferentes países, da dinâmica política que levou à repressão, combinada com a hegemonia de outras ideologias e autores, o que resultou na marginalização e invisibilidade histórica relativa. O segundo é a dispersão das fontes primárias, dos arquivos e das obras de Bakunin. Por fim, a difusão das obras existentes foi marcada pela opção por edição de textos fragmentados organizados em coletâneas que são, na verdade, em um grande número de casos, montagens de frases e fragmentos de textos agrupados pelos editores e que são atribuídas como ‘obras’ de Bakunin. O livro aqui apresentado visa contribuir para o preenchimento, então, de uma lacuna que sintetiza os dilemas colocados pelo estado dos estudos de anarquismo no Brasil. A primeira lacuna é a ausência de uma base documental global sobre o anarquismo como teoria, tal como formulada no movimento socialista internacional. Assim, fornecemos textos e documentação inédita em língua portuguesa que possam dar um sentido diferente para a história dos trabalhadores, do socialismo e do anarquismo. O presente livro tem por objetivo também contribuir para a sistematização e a atualização da teoria revolucionária e do pensamento de Bakunin, evidenciando sua contribuição para as ciências sociais e movimentos sociais contemporâneos”.

O livro “De baixo para cima e da periferia para o centro” encontra-se disponível para venda. O preço com desconto é de 65 reais + frete. Basta calcular o preço do frete  no site dos correios (tipo de envio PAC) e e enviar pedido e esperar receber  o boleto de pagamento por email.

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DOSSIÊ: LUTAS SOCIAIS E PENSAMENTO ANARQUISTA

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DOSSIÊ: LUTAS SOCIAIS E PENSAMENTO ANARQUISTA

O Comitê Editorial da Revista Eletrônica EM DEBATE, do Laboratório de Sociologia do Trabalho (LASTRO) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-BRASIL), torna público que no período de 27 de março a 30 de junho de 2015 receberá artigos científicos para publicação em seu número 11.

O presente dossiê tem por objetivo reunir trabalhos de autores com pesquisas relacionadas aos sucessivos levantes populares, insurgências e protestos violentos observados nessa segunda década do século XXI que questionam as formas organizativas de partidos, sindicatos e movimentos sociais e a sua relação com o Estado. Em um contexto de crise internacional, tais movimentações proporcionaram um renovado interesse pelo anarquismo, tanto no campo teórico como no campo político. No Brasil, as manifestações de Junho de 2013 são exemplos de tais protestos, notadamente caracterizadas pelo retorno à tática Black Bloc por parte da militância anarquista.

Tomando por marcos referenciais o aniversário de 150 anos de fundação da AIT (Associação Internacional dos Trabalhadores) e o bicentenário de nascimento do anarquista proletário Mikhail Bakunin, torna-se atual recolher e difundir conhecimentos produzidos que estabeleçam relações entre crise mundial, anarquismo e as insurgências que acontecem na América Latina e no mundo, além de problematizar as transformações na estrutura de classes do capitalismo. Com essa orientação analítica e acadêmico-científica, o Comitê Editorial da Revista Eletrônica EM DEBATE convida pesquisadores a submeterem seus trabalhos que contemplem o tema das lutas sociais e as transformações do capitalismo contemporâneo em diálogo com a teoria anarquista. Serão admitidos trabalhos de diferentes perspectivas teórico-metodológicas.

Além do dossiê, a revista aceita, em fluxo contínuo, trabalhos relacionados às suas 10 áreas temáticas nas modalidades “artigos”, “resenhas”, “traduções” e “entrevistas”.

1) Mundialização e blocos regionais (ex.: Mercosul, União Europeia);

2) Juventude, cultura e contestação política;

3) Trabalho, urbanização, ontologia e história social;

4) Processo de trabalho, tempo digital, tempo livre;

5) Movimento sindical e movimentos autonomistas;

6) Capitalismo, técnica e reestruturação produtiva, emprego e desemprego, crise;

7) Memória histórica, ditaduras e direitos humanos;

8) Ensino de Sociologia;

9) Ensino superior e universidade pública;

10) Pensamento e Teoria Social.

Serão aceitos apenas trabalhos inéditos, em língua portuguesa ou espanhola.

As diretrizes completas para autores estão disponíveis em:

https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/about/submissions#authorGuidelines

Dúvidas podem ser sanadas pelo correio eletrônico: luhmanika@gmail.com

Os Editores.

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Seminário “Anarquismo: Pensamento e Práticas Insurgentes”: datas importantes

Seminário “Anarquismo: Pensamento e Práticas Insurgentes”

Datas Importantes

10 de abril

1 de Maio

Até Primeiro de Junho

Valor das inscrições

40 reais

60 reais

60 Reais

Inscrição de Trabalhos

Inscrições abertas para apresentação de trabalho

Data limite para envio de propostas de apresentação de trabalho.

Inscrição para participação

Data limite para inscrição sem apresentação de trabalhos.

  • As inscrições devem ser feitas no formulário on line.
  • Comprovante deve ser anexado, caso haja problema enviar para o email nep@outlook.com.br
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Seleção de monitores para Seminário Internacional

O NEP está convidando estudantes que tenham interesse para atuar como monitores no Seminário Anarquismo: Pensamento e Práticas Insurgentes. Os interessados devem entrar em contato pelo email nep@outlook.com.br.

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Análise preliminar dos protestos de junho de 2013

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Apresentamos aqui dados parciais de uma pesquisa intitulada “Luta de Classes e Insurgências no Brasil”, realizada pelo NEP-UFFRJ, sobre os protestos de junho de 2013 no Brasil e seusdesdobramentos, especialmente as greves e manifestações de rua de 2014.
O impacto do levante de junho de 2013 na sociedade brasileira ainda está sendo
dimensionado. O fato é que tais protestos imediatamente produziram diferentes tipos de
discursos e reflexão teórico-política. Duas coletâneas expressam os pontos de vista que foram imediatamente elaborados para interpretar os protestos de junho: “Cidades Rebeldes”, coleção organizada pela boitempo editorial no ano de 2013, reúne abordagens marxistas; e “Junho de 2013: a sociedade enfrenta o Estado”, que agrega uma visão liberal sobre os acontecimentos. De maneira geral, as reflexões sobre junho de 2013 não foram precedidas de uma pesquisa sobre a estrutura social e nem mesmo sobre as condições concretas das atividades dos grupos que nele tomaram parte. Grande parte das análises está calcada em pesquisas de opinião e análises de organismos governamentais e do governo federal, que são tomados frequentemente não como fontes de informação, mas como ponto de partida em si mesmo inquestionado e inquestionável sobre a estrutura e dinâmica socioeconômica brasileira.
Por isso a pesquisa tentou romper com essa informação de caráter político-jornalístico e das amarras cognitivas impostas pelo tipo de pesquisa de opinião empresarial e pelos dados organizados pelos organismos governamentais. Estamos tentando alcançar o perfil
socioeconômico de parcelas dos atores sociais que estiveram nas ruas em 2013, mas cuja ação histórica não começou nem se encerrou ali. Os dados aqui reunidos começa a esboçar o perfil socioeconômico, cultural e da atividade política desses atores na sociedade.
Dessa forma a pesquisa aqui realizada foi orientada para ver em que medida as duas hipóteses principais acerca dos protestos de junho, que aparecem nos discursos de instituições estatais, imprensa e mesmo no discurso teórico, tem validade: 1º) que os protestos de junho tinham sido realizados por uma “classe média” criada pelo próprio governo e sua política econômica, e não pela classe trabalhadora ou “pobres”; 2) que os protestos não tinham conteúdo político, o que os tornava vulneráveis à “fascistização” ou conservadorismo. Dessa forma, essas hipóteses, compartilhadas em maior ou menor grau por quase todos os analistas e setores da política brasileira, induzem a uma certa visão da estrutura socioeconômica, de que o Brasil é um país com uma “classe média pujante” e ao mesmo tempo sobre a atividade política (que que a ação que nega determinadas formas de representação é “autoritária”). Essas hipóteses são, no nosso entendimento, negadas pelos dados quantitativos e qualitativos que estamos obtendo na pesquisa. Aqui apresentamos uma parte dos dados quantitativos exatamente para auxiliar na reflexão crítica sobre o tema. Leia o relatório na íntegra no link abaixo!

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Abertas as incrições para o “Seminário Anarquismo: pensamento e práticas insurgentes”

Estão abertas as inscrições para o seminário “Anarquismo: pensamento e práticas insurgentes”. AS  inscrições serão realizadas somente no site do NEP. O valor das inscrições até o dia dez de abril será de R$40 reais. De primeiro de abril até primeiro de junho será de R$60 reais. Depois desta data as inscrições serão encerradas. Os inscritos terão direito a certificado e livro. Só serão validadas inscrições com comprovação de pagamento. O pagamento deverá ser realizado por meio de depósito identificado ou transferência bancária na conta de Redes (Rede de Desenvolvimento, Ensino e Sociedade), Banco do Brasil. Agencia 2865-7 e Conta 408318-0 e CNPJ 02.751.277/0001-81. O comprovante anexado na ficha de inscrição preenchida diretamente no site do NEP. A chamada completa está na página do evento.

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NEP e OTAL organizam seminário internacional

O primeiro seminário “Anarquismo: pensamento e praticas insurgentes” será realizado em junho de 2015 no Rio de Janeiro. maiores informações na página do evento no site do NEP.

 

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Pesquisa sobre os Protestos de Junho de 2013

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O NEP está realizando uma pesquisa sobre os protestos de junho de 2013 no Brasil. Várias hipóteses e argumentos foram apresentados para interpretá-los (de que tratava-se de manifestações desorganizadas, apolíticas, potencialmente de direita, de classe média), mas nenhuma investigação foi realizada no sentido de aprofundar a opinião dos participantes e os fatores econômicos, políticos e culturais que motivaram sua ação. Essa pesquisa visa assim ajudar na compreensão dos protestos, recuperando a opinião e o ponto de vista daqueles que estiveram nas ruas, bem como sua condição socioeconômica e suas expectativas de futuro.  Pedimos então a todos que quiserem colaborar para preencherem o questionário no link   https://pt.surveymonkey.com/s/Z739X9K

Contamos com a colaboração de todos!

 

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